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Lagarde: BCE quer testar capacidade da banca para suportar riscos relacionados com o clima

Naquela que foi a estreia no debate do hemiciclo de Estrasburgo desde que assumiu funções a 1 de novembro, no âmbito da sessão sobre as atividade anual do BCE, Christine Lagarde recordou ainda que a revisão estratégica lançada pelo Conselho do banco central no mês passado irá debruçar-se também sobre a sustentabilidade, assim como os desafios colocados pela digitalização.

A presidente do Banco Central Europeu (BCE) voltou a defender a importância da integração da sustentabilidade na política monetária, explicando que estão a ser estudados modelos para analisar a capacidade da banca da zona euro integrar estes critérios.

A francesa explicou que através das competências de estabilidade financeira, o banco central está a ainda a “monitorizar os riscos sistémicos decorrentes das alterações climáticas” e que “este trabalho irá permitir testar em que medida o setor bancário da zona euro é capaz de suportar riscos relacionados com o clima”.

“O BCE tomou medidas para alinhar as próprias decisões de investimento com os objetivos do Acordo de Paris. No nosso fundo de pensões de trabalhadores, por exemplo, decidimos mudar para um índice de baixo carbono e estamos a investigar o que mais podemos fazer nas nossas operações de mercado”, anunciou.

Naquela que foi a estreia no debate do hemiciclo de Estrasburgo desde que assumiu funções a 1 de novembro, no âmbito da sessão sobre as atividade anual do BCE, Christine Lagarde recordou ainda que a revisão estratégica lançada pelo Conselho do banco central no mês passado irá debruçar-se também sobre a sustentabilidade, assim como os desafios colocados pela digitalização.

A reforma da União Económica e Monetária não ficou excluída do discurso, sublinhando que “o papel do Parlamento Europeu, como co-legislador, na obtenção da resposta certa não pode ser subestimado”. Defendeu, assim, a importância de se alcançar um seguro europeu de depósitos, uma “verdadeiro união do mercado de capitais e um mecanismo de estabilização comum para aumentar “a influência da Europa no Mundo”.

Na quarta-feira, os eurodeputados irão votar um relatório sobre as atividades do BCE em 2018 e sobre o papel que o banco central deve desempenhar na política de sustentabilidade ambiental. “Tendo entrado no BCE apenas recentemente, li o projeto de resolução com particular interesse. O que mais me impressionou foi a avaliação comum de muitos dos desafios que o BCE e a zona euro enfrentam. De fato, a natureza universal desses desafios ressalta a necessidade de um diálogo contínuo”, disse Christine Lagarde.

“A independência e a accountability são dois dados da mesma moeda para o BCE: uma não pode existir sem a outra. É por isso que a relação do BCE com o Parlamento Europeu é tão importante”, disse.

Jornal ECO 11/02/2020