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Gulbenkian vende Partex a petrolífera tailandesa por 622 milhões

A petrolífera da Fundação Gulbenkian trocou de mãos após mais de um ano de negociações: foi comprada pela tailandesa PTT Exploration and Production (PTTEP).

A Partex já tem novo dono: a PTT Exploration and Production (PTTEP), empresa pública tailandesa de exploração e produção de petróleo. A venda, que estava a ser negociada há mais de um ano, foi fechada por cerca de 622 milhões de dólares e anunciada esta segunda-feira, 17 de junho.
“A operação terá um valor de 622 milhões de dólares, sujeita aos ajustes habituais nestas transações. O acordo seguirá agora o habitual processo de autorizações, que deverá estar concluído até final do ano”, informa a empresa em comunicado.

Segundo a mesma informação, a PTTEP pretende utilizar a Partex “como uma plataforma de crescimento, alargando as relações que a empresa hoje detém nos países em que opera”, comprometendo-se a petrolífera tailandesa a “manter a gestão e restantes colaboradores da empresa, bem como o escritório em Lisboa”. Também a marca Partex vai ser mantida.

A PTTEP, cotada na bolsa da Tailândia, tem 46 projetos petrolíferos em 12 países.
Nesta operação, a Fundação Calouste Gulbenkian – que decidiu em 2018 desinvestir na área do petróleo e gás – teve como consultores a Jefferies International Limited, a Linklaters e a Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados.

O CEO da petrolífera, António Costa e Silva, já havia avançado que o objetivo era concluir a venda da Partex até ao final de junho. “A Partex é uma noiva apetecível”, declarou em entrevista ao Jornal Económico, na qual revelou ainda que existiam “mais de três interessados” na altura.
A petrolífera já havia sido cobiçada – e quase entregue – aos chineses da CEFC China Energy, em fevereiro de 2018. Mas no espaço de dois meses as negociações caíram por terra, uma vez que a empresa chinesa não foi capaz de prestar suficientes esclarecimentos sobre a investigação de que o fundador e presidente da CEFC, Ye Jianming, era alvo naquele momento. “Concluiu-se que não existem condições para continuar as conversações”, disse a FCG em comunicado.

(Notícia atualizada com mais informação às 11:46)

Jornal de Negócios

17/06/2019