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Excedente externo de 2018 foi o pior dos últimos seis anos

O saldo da balança corrente e de capital da economia portuguesa atingiu o peso no PIB mais baixo desde 2012, o primeiro ano em que houve excedente.

As contas externas de Portugal passaram a ser positivas no início da crise. Desde então, o excedente tem superado os 1% do PIB, mas no ano passado reduziu-se de forma expressiva. A balança corrente e de capital, que traduz as contas externas da economia, desceu para 0,4% do PIB, o valor mais baixo desde 2012 (0,2%), o primeiro ano em que houve excedente.

“Em 2018, o saldo conjunto das balanças corrente e de capital fixou-se em 903 milhões de euros, montante inferior aos 2.699 milhões de euros registados em 2017”, revela o Banco de Portugal na informação estatística publicada esta quarta-feira, 20 de fevereiro. Em percentagem do PIB, o excedente diminuiu de 1,4% para 0,4%.

Esta diminuição do excedente externo da economia portuguesa é explicada pelo agravamento do défice comercial de bens e do aumento de dividendos pagos a entidades não residentes (rendimento primário). Estes impactos negativos foram “parcialmente” compensados pela melhoria do excedente comercial de serviços.

No caso dos bens, o défice aumentou 2.599 milhões de euros, atingindo os -7,3% do PIB. Já o excedente da balança de serviços aumentou 1.099 milhões de euros, “essencialmente devido à rubrica de viagens e turismo”, atingindo os 8,3% do PIB.

No caso do rendimento primário, o défice aumentou para os 5.701 milhões de euros, fixando-se em -2,8% do PIB. “Este acréscimo resultou, sobretudo, do aumento dos dividendos pagos a entidades não residentes”, esclarece o Banco de Portugal.

Mas o rendimento secundário, maioritariamente remessas de emigrantes, aumentou ligeiramente para os 1,2% do PIB. O saldo líquido das remessas aumentou de 3.037 milhões de euros para 3.153 milhões de euros em 2018.

Ainda na balança de pagamentos, o Banco de Portugal dá conta da evolução da balança financeira que registou um aumento dos ativos líquidos de Portugal face ao exterior de 1448 milhões de euros. Tal deve-se ao pagamento antecipado de 5.391 milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e ao aumento dos ativos sobre o exterior dos bancos e das sociedades de seguros com o investimento em títulos de dívida emitidos por não residentes.

In: “Jornal de Negócios” 20/02/2019