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Agravamentos nas contas-base chegam a superar os 45%

Criadas há pouco mais de três anos, as contas-base não têm escapado aos aumentos das comissões. E, apesar de ser uma conta padronizada, os encargos podem ser muito diferentes de banco para banco. O custo mensal pode superar os 10 euros.

As contas-base existem há pouco mais de três anos. São contas padronizadas, compostas pelos mesmos serviços, mediante o pagamento de uma comissão única e foram recomendadas pelo Banco de Portugal. Se no início de 2015 apenas quatro bancos disponibilizavam estas contas, agora são 12. E alguns até já avançaram com aumentos na despesa cobrada aos clientes. O agravamento chega a superar os 45%.

O Banco de Portugal veio, em Março de 2014, recomendar a criação de contas-base, através de carta-circular. Contas que incluem o custo da manutenção da conta, um cartão de débito, bem como algumas operações financeiras: depósitos, levantamentos (num total de três levantamentos ao balcão por mês), pagamentos de bens e serviços, débitos directos e transferências intrabancárias nacionais. Todos estes serviços estão incluídos no valor da comissão única.

A CGD foi o primeiro banco nacional a avançar com a conta-base. BCP, BIC e Crédito Agrícola compunham o primeiro “lote” de instituições financeiras que, em Janeiro de 2015, passaram a ter este tipo de conta na sua oferta. Pouco mais de três anos depois, são já 12 os bancos que disponibilizam a conta-base. Os mais recentes foram o Banco CTT, o Banco Invest e o Deutsche Bank.

Mas há outras diferenças face ao arranque destas contas: os custos cobrados. Três bancos agravaram, neste período, a comissão mensal cobrada aos clientes. O BBVA protagonizou o aumento mais significativo. A despesa mensal passou dos iniciais 6,24 euros (incluindo imposto do selo) para os actuais 9,10 euros. Ou seja, trata-se de uma subida de 45,8%, revelam os dados recolhidos pelo Negócios. Os clientes pagam agora mais 2,86 euros por mês, que ascendem a mais 34,32 euros ao fim de um ano.

E também o BPI e o Santander Totta cobram mais actualmente do que quando lançaram esta conta. O banco liderado por Pablo Forero aplica uma comissão de 6,50 euros, que compara com os 6,24 euros iniciais (aumento de 4,2%), enquanto a instituição comandada por António Vieira Monteiro elevou esta despesa em 0,32%, de 5,51 euros para 5,53 euros. As restantes instituições aplicam a mesma comissão  desde o início.

O principal objectivo destas contas foi facilitar a comparação por parte dos clientes bancários. Tal como as “contas-pacote”, são compostas por um conjunto de serviços, mas não há diferenças entre os bancos. Ou seja, todas as contas são compostas pelos mesmos serviços. E, não havendo limitações aos encargos, cada instituição cobra o valor que pretende.

Há, de facto, diferenças significativas, sobretudo se for tido em conta que os serviços prestados são exactamente os mesmos por todos os bancos. A conta-base do Banco CTT é gratuita, enquanto a conta do Deutsche Bank (cuja operação está em processo de aquisição pelo Abanca) tem um encargo mensal de 10,54 euros. A comissão média é de 5,63 euros.

 

In Jornal de Negócios